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O RIMYI deseja agradecer a todos os membros da nossa comunidade que dedicaram tempo lendo, pensando e oferecendo valiosos comentários ao esboço do manual. Recebemos mais de 700 respostas de todo o mundo. Este documento, abaixo, responde às perguntas mais frequentes e às preocupações levantadas. As perguntas foram separadas por tópicos para facilitar a leitura.

Perguntas e Respostas sobre às diretrizes para Certificação – RIMYI
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Sobre a motivação por trás das mudanças no sistema

 

1. Por que teve que haver uma reformulação do sistema que estava funcionando tão bem?
Para compreender a razão da reformulação do sistema, necessitamos indagar: “Por que o sistema veio a existir? ” Para tanto, vamos começar desde o início.

A estória do Iyengar Yoga começou quando um jovem rapaz chamado Sundararaja foi enviado a Pune pelo seu Guru T. Krishnamacharya. Naquele tempo, yoga se confinava aos segmentos dos eremitas e sábios. Os que eram tomados pelo ardente desejo de aprender sobre o tema deveriam passar por um escrutínio rigoroso e só a partir daí seria permitida a iniciação no yoga. Naturalmente, poucos puderam chegar a seu destino. Guruji aboliu esses filtros tendenciosos e abriu as portas do yoga para o homem comum.

Para tanto, um enquadramento estrutural se fez necessário, o qual evoluiu durante um determinado período de tempo. Temos que ter em mente o contexto global do yoga naquela época. O mundo ocidental sabia apenas que se tratava de um sistema filosófico indiano, embora também o considerasse um tema místico. Yoga era um tema sagrado e, por isso, não existiam fontes disponíveis. A partir dessas fontes escassas, Guruji formulou um sistema bem definido que podia produzir resultados previsíveis. Através dos esforços de Guruji, um tema subjetivo e filosófico começou a adentrar, lenta e firmemente, a arena da ciência.

À medida que seus alunos aumentavam e começavam a ensinar yoga, ele criou um programa bem concebido para o aprendizado sobre o tema. Isso possibilitou às pessoas ao redor do globo acessar seus ensinamentos na sua ausência. Assim os ensinamentos de Guruji puderam ser conduzidos com precisão e, dessa forma, ele passou adiante a graça do seu guru. À medida que o Iyengar Yoga começou a se popularizar, mais e mais pessoas queriam aprendê‐lo. Ao conceder certificados, Guruji assumiu a responsabilidade pelo conhecimento dos seus alunos. A estrutura de seus programas e o método de ensino eram tão claros que seus ensinamentos podiam ser passados às pessoas pelos seus alunos na sua ausência. Esse foi o motivo pelo qual Guruji não emitiu certificados para os seus alunos em Pune, porque ele estava presente.

Gradualmente, Guruji autorizou seus alunos seniores a decidir quem estava qualificado a promover a arte, a ciência e a filosofia do Yoga em conformidade com seus ensinamentos e sua filosofia. Os primeiros certificados foram concedidos em 1968. Ele instituiu um sistema ao final da década de 70 e, nos anos 80, ele estabeleceu o atual sistema de avaliação.

Guruji começou a ensinar num tempo em que a única maneira de aprender era quando guru e śiṣya se encontravam face a face. Alguns de seus alunos se comunicavam com ele através de cartas e, naquele tempo, as cartas demoravam 21 dias em chegar a Índia desde a Europa. Quando isso melhorou, ainda não havia internet, nem vídeos de Youtube, nem gravações de aulas, nem o Luz sobre o Yoga, nem workshops ou intensivos de yoga. Sendo assim, instruções detalhadamente precisas, por vezes imaculadamente detalhadas, eram a necessidade da época. Abordar cada pequeno detalhe era de imenso valor já que Guruji não estava disponível diretamente!

A última década do século 20 e o século 21 tem visto uma revolução. A comunicação entre lados opostos do mundo está ao alcance de um botão. Professores e alunos podem se comunicar através de várias plataformas. As respostas a questões estão a apenas alguns segundos ou cliques de distância. A informação é galopante. As gravações são inumeráveis.

“Nos anos 50 e 60, trabalhei duro para popularizar o yoga; agora devo trabalhar para corrigir as distorções que surgiram desde essa popularização. Na televisão e, especialmente, nas aulas de condicionamento físico, yoga está sendo apresentado não em sua forma verdadeira, mas em uma versão ocidentalizada que mais se assemelha a qualquer outro exercício físico. ”

‐ B.K.S. Iyengar, 1977 Yoga Journal

Se lutarmos para preservar o passado, [as instruções detalhadamente precisas]i acabarão se tornando meros rituais e qualquer coisa feita ritualisticamente sem o envolvimento subjetivo conduzirá à estagnação.

“Estagnação é morte”
‐ B.K.S. Iyengar

“Esta geração de alunos é muito afortunada porque guardam com eles meus 80 anos de sabedoria. ”
‐ B.K.S. Iyengar, 2014

Portanto, um rígido sistema estritamente definido foi imperativo naquela época, mas tornar o sistema mais fácil para o usuário é a necessidade da era atual. Agora que o yoga é imensamente popular, as responsabilidades são diferentes. Mesmo que estejamos numa posição vantajosa em razão da disponibilidade de informação e conhecimento, poderemos falhar se nos restringirmos apenas aos elementos objetivos.

Componentes objetivos + Componentes subjetivos = Experiência completa.

2. Qual é o núcleo do novo sistema?
O núcleo do novo sistema permanece o mesmo. É compreender o Yoga através dos ensinamentos de Guruji. A simplicidade é a única característica adicional.

3. O novo sistema não diverge do antigo sistema? Estamos a nos desfazer das contribuições de B.K.S. Iyengar?
Podemos?! O novo sistema foi simplificado no contexto da presente geração. Tanto você, como um estudante interessado, ou alguém no futuro ‐ a posteridade sempre terá acesso ao programa antigo, terá acesso à fundação sobre a qual este sistema foi baseado. Essa questão equivale a refutar a contribuição do pai na própria existência. O sistema antigo não é jogado no lixo. De forma alguma! Você pode e deve consultá‐lo.

4. O mundo reconhece o Iyengar Yoga por seu alto padrão. Como esta mudança afetará os padrões existentes?
O alto padrão é alcançado apenas com mudanças e ajustes apropriados introduzidos quando necessário. Tenha certeza que essa mudança incrementará os atuais padrões do Iyengar Yoga. Os avaliadores vão continuar mantendo uma atitude vigilante de forma a resguardar a segurança da comunidade de alunos. A única mudança é que isso acontecerá de uma maneira mais simples.

5. O RIMYI está tentando “impor” mudanças?
Não. Baseando‐se nas ideias e ensinamentos de Guruji, o RIMYI está delineando um sistema que é contemporâneo e mais simples.

 

Sobre o significado das mudanças para as Associações e os professores certificados atuais

 

1. O RIMYI está retirando a autonomia das Associações?
Não.

2. No manual, você menciona que “o RIMYI se reserva o direito de conceder exceções às regras”. Isso significa que qualquer professor pode se dirigir diretamente ao RIMYI sem notificar a sua Associação?
A comunicação é vital. Qualquer Associação e o RIMYI se manterão informados sobre tais solicitações e decidirão sobre as ações a implementar.

3. Para mim não está claro se os professores atualmente certificados vão obter automaticamente os níveis de certificação correspondentes aos níveis novos, ou se necessitam passar por nova avaliação?
Nenhum professor certificado de Iyengar Yoga em situação regular necessita passar por qualquer avaliação para obter o nível de certificação equivalente. A tabela contendo a comparação é apenas referência para:

  • Promoção futura de nível
  • Conhecer o programa no qual se espera que você esteja bem experiente, de acordo como novo sistema.
  • Formação/treinamento, mentoria e futuras avaliações.

O novo sistema não rejeita ou descarta o sistema anterior ou os professores por ele certificados. DE FORMA ALGUMA!

Yoga não se assemelha a um aparelho que se torna obsoleto quando uma nova versão dele é introduzida.

4. Meu certificado será substituído?
Não. Seu certificado permanecerá valido.

5. Como essas mudanças afetarão os alunos que vêm às nossas aulas?
Os alunos só se beneficiarão com as mudanças já que seus horizontes se abrirão.

6. Fui jogado numa caixa com os juniores. Estou devastado. Como você pode comprometer dessa maneira todo o tempo, dinheiro e esforço que investi para chegar onde hoje cheguei?
Os juniores são tão assustadores assim? A diferente categorização não tem a intenção de desmerecer ninguém. Por favor, assegure‐se que ISTO NÃO É UM REBAIXAMENTO EM NENHUM SENTIDO. Esse novo sistema é delineado para avaliações que acontecerão a partir de agora. Os professores certificados continuarão com suas funções e responsabilidades como o faziam até ser feita essa mudança. Todos os certificados existentes são válidos enquanto você estiver vivo. Ninguém pode retirar o conhecimento, a maturidade e a reputação que você conquistou e que estão destinados a brilhar agora e no futuro.

7. Não entendo por que o fato de as formações de professores se tornarem um negócio seja necessariamente uma coisa ruim. Sinto como se houvesse algo mais que precisa ser explicado sobre isso. Eu dirijo um estúdio de yoga. É um negócio. Não há nenhum problema inerente a isso. Eu administro o negócio eticamente. É como o ensino de yoga e feito em qualquer lugar.
A meta de qualquer negócio é o lucro e o objetivo do professor de yoga é beneficiar a sociedade. Há uma diferença entre almejar o benefício ou o lucro ao estabelecer prioridades. Quando o lucro é o foco principal, a exploração, de forma não opulenta, mas sutil, é o método oculto. Isso não pode acontecer. A intenção de ensinar yoga e beneficiar a sociedade não deve ser adulterada jamais. Reconhecemos o componente financeiro no ensino do yoga. Que as despesas devam ser cobertas, é uma realidade. Mas não ao custo de substituir ‘yoga’ por ‘comércio de yoga’.

 

Sobre a transição

 

1. Como vocês imaginam que essa transição ocorrerá?
Basicamente esta transição não deve ser percebida como uma calamidade. É uma tentativa de rejuvenescer o Iyengar Yoga tornando‐o mais simples e fácil de usar.

Será necessária uma abordagem suave para essa transição. Solicita‐se a cada Associação a adotar um mecanismo que julgue mais adequado para viabilizar essa transição na respectiva região. Estejam seguros que a transição não será um processo apressado.

2. Qual será o papel dos nossos professores seniores nessa transição?
Os professores seniores são os “VETERANOS” no nosso sistema. Sua prática, maturidade e sabedoria nunca serão questionadas. Seus papéis continuarão sendo os mesmos: ensinar para transmitir experiência e conhecimento. Agora eles têm a responsabilidade extra de facilitar esse processo de transição.

3. Por que é obrigatório visitar o RIMYI? É impossível deixar meus filhos e o trabalho durante um mês. Tenho outras preocupações como, por exemplo, a minha saúde, o ambiente.
Tendo em vista as questões familiares, as restrições de trabalhos e financeiras, a visita ao RIMYI não é mais obrigatória para os professores. No entanto, como os certificados serão emitidos pelo RIMYI, essa condição permanecerá obrigatória para determinados níveis de treinadores, mentores e avaliadores.

Com relação às restrições financeiras para visitar o RIMYI, você pode escrever para sua associação. A associação e o RIMYI podem discutir como isso pode ser facilitado de alguma forma.

4. A visita ao RIMYI deve ser obrigatória para todos os níveis de certificação. Por que você não adiciona esta cláusula também para o nível 1?
Embora o RIMYI acolha de braços abertos qualquer um que queira visitar e aprender no instituto‐mãe, reconhecemos que algumas pessoas não poderão realizar uma visita ao RIMYI em razão de várias limitações. Não queremos privar essas pessoas da chance de seguir o caminho da certificação.

5. Por que não podemos ter um programa terapêutico independente aberto a todos os professores certificados em Iyengar Yoga já que você está mudando o sistema?
Guruji aplicou seu conhecimento de āsanas e prāṇāyāma para ajudar pessoas com enfermidades. O ponto de partida para a aplicação terapêutica de āsanas e prāṇāyāma é entender os āsanas e prāṇāyāma. Tendo aprendido o básico de āsana e prāṇāyāma, sua aplicação poderá ser ensinada.

6. Como você vai garantir que os professores atuais sejam bem versados nos programas em que não estão sendo avaliados?
Não é viável nem justo realizar outro processo de avaliação em separado para os professores que já são certificados. Cada associação pode definir se deseja estabelecer uma maneira padrão de os professores se tornarem bem versados nos novos programas. Como opções, o RIMYI recomenda entrar em contato com seus professores / treinadores / mentores e utilizar como referência os recursos disponíveis deixados por B.K.S Iyengar, Geeta Iyengar e Prashant Iyengar.

7. Este novo sistema se afasta dos objetivos e da estrutura a que estamos acostumados. A existência de níveis diferentes significava que tínhamos que nos esforçar para atingir um determinado nível. O que devemos fazer agora?
A motivação vem de dentro. Se você estiver se sentindo desmotivado com a redução do número de níveis, você deve se perguntar: “Por que estou fazendo isso?”. Se o ímpeto externo é o único motor de nossas ações, por quanto tempo vão durar? Nunca podemos estar seguros das coisas ao nosso redor. O mundo à nossa volta está sempre mudando.

8. Seria possível nos oferecer um breve esclarecimento sobre as palavras‐chave “zelo” e “ardente”, na seção de elegibilidade?
Essas duas palavras, zelo e ardente, têm origens interessantes.

Zelo, inicialmente, estava relacionado a “inveja”, e ardente tem sua raiz em “árduo”, que por sua vez, é [raiz] da palavra “orthos” – direto, correto.

A conotação metafórica de “árduo” com o significado de difícil e trabalhoso veio mais tarde. Sendo assim, o que os termos ‘inveja’, ‘difícil’ e ‘trabalhoso’ tem a contribuir com o tema yoga?

A inveja é considerada “não tão correta”, mas possui uma qualidade única.

Pode incitar o fogo interior, ser melhor que ……. Isso faz com que se trabalhe duro e incessantemente.

Nesse contexto, a inveja está relacionada ao desejo ardente de ser melhor.

No sādhanā iogue, a comparação deve ser consigo mesmo. Eu sou melhor que ontem? A textura [qualidade] de meu sādhanā está ficando mais rica a cada dia?

Se essas coisas são observadas meticulosamente, a distração no caminho do sādhanā é improvável.

Ardente [fervor] como mencionado acima, tem três conexões.

  • Direto ‐ sem distração,
  • Correto – observação dos yamas e niyamas no Aṣṭāṅga yoga,
  • Difícil, trabalhoso – expressões concisas do sādhanā iogue.

Assim, “ardente”, na perspectiva iogue, pode ser definido como um sādhanā difícil e trabalhoso, realizado observando yamas e niyamas, com total concentração e foco no objetivo a ser alcançado.

Quando adicionamos zelo a essa definição, incluímos o aspecto mental do sādhanā, que é a observação com análise incessante de si mesmo.

Dessa maneira, zelo e ardente são dois pilares importantes do sādhanā iogue. Um indica o aspecto mental enquanto o outro denota o elemento físico.

 

Sobre as mudanças nos programas

 

1. Os programas nos dão a impressão que você deseja incentivar apenas as pessoas jovens e em forma a se tornarem professores. É esse o caso?
Não. A execução dos āsanas tem sabores diferentes em diferentes fases da vida. Um jovem gosta de ser desafiado e, portanto, as posturas fisicamente exigentes o atraem. Mais tarde, o interesse move‐se do plano físico para o plano da sensação e percepção. Um professor deve dispor de conhecimento para ensinar a todos ‐ jovem, velho, rígido, flexível.

2. Forçar tantos āsanas dentro de um nível vai contra a segurança que o nosso sistema tanto defendia. A segurança não é mais valorizada em nosso método?
Qualquer coisa feita com força não é sustentável. Nenhum dos ensinamentos de Guruji endossou o uso da força. Suas instruções nos guiam com detalhes tão meticulosos que tornam estranho o uso da força.

Força sugere fazer algo contra o desejo de alguém. Fazemos isso alguma vez?

O professor / treinador / mentor / professor recomendante deve decidir quem pode fazer o que e como.

Isso exige discriminação. A redução no número de níveis de certificação é apenas para simplificar o sistema e criar mais liberdade no aprendizado.

3. Guruji disse que não devemos ensinar o que não podemos praticar. Agora parece que se pode ensinar mesmo que não se possa fazer determinada postura. Como você pode propor uma mudança tão radical?
Nesta pergunta, lamentamos dizer que a essência da afirmação de Guruji está sendo ignorada. A prática ou o conhecimento dos āsanas tem três componentes:

  1. Compreensão completa
  2. Tradução desse entendimento em ações nos āsanas
  3. Demonstração precisa

Guruji era especialista em todos os três. Devemos nos esforçar para ter pelo menos duas dessas três qualidades para ser um professor.

Por exemplo, um professor sênior de 80 anos em nosso sistema não será capaz de fazer Paśchimōttānāsana como no ‘Luz sobre o Yoga’ ou como fazia na sua juventude. No entanto, seria correto dizer que essa pessoa não deveria, portanto, ensinar?

A segunda consideração é sobre ética. No ensino do yoga, cada um responde por si mesmo Considere um professor que nunca realizou Adho Mukha Vṛkṣāsana. Ele simplesmente não tem a matéria‐prima para ensinar essa postura. Ele tem que perguntar a si próprio e buscar uma resposta honesta. No entanto, se o professor conhece Adho Mukha Vṛkṣāsana (conhece por experiência) e há jovens na classe, o professor agora tem a liberdade de separar esses jovens na mesma classe e pedir que façam Adho Mukha Vṛkṣāsana.

Em vez de citar Guruji literalmente, devemos tentar decifrar a filosofia em suas palavras.

4. Não é uma má ideia descartar as etapas que Guruji deu para aprender um āsana?
Segundo o sistema antigo, existiriam alguns países onde não haveria ninguém qualificado para ensinar Ūrdhva Dhanurāsana classicamente. Embora qualquer āsana ensinado de maneira errada seja prejudicial, não ser possível sequer ensinar Ūrdhva Dhanurāsana priva toda uma comunidade de ser instruída sobre esse āsana. Aqui entra a questão da ética individual. Devo ensinar ou não?

Embora um professor seja a melhor opção para aprender qualquer āsana com segurança, estamos todos cientes que existem outros recursos disponíveis.

Devemos verificar o que B.K.S Iyengar, Geeta Iyengar e Prashant Iyengar disseram sobre o assunto. Nosso estudo deve incluir todos esses recursos.

5. Por que você mudou o programa de prāṇāyāma? Como posso abordar isso com meu mentor?
O programa de prāṇāyāma também foi alterado com a mesma intenção: tornar as coisas mais simples.

É responsabilidade do professor orientar o aluno na arte de aprender prāṇāyāma tendo por base o livro Luz sobre Prāṇāyāma.

6. Por que há pouco enfoque no prāṇāyāma?

“Āsana é um tema perceptivo. Prāṇāyāma é um tema conceitual”.
‐ B.K.S Iyengar

Os ensinamentos de Prāṇāyāma não foram reduzidos. Todos os tipos de Prāṇāyāma que Guruji ensinou fazem parte dos nossos programas. No entanto, a avaliação de Prāṇāyāma não é possível. Prāṇāyāma é um sādhana de e para a sensibilidade. O provérbio: “Você pode levar um cavalo à água, mas você não pode fazê‐lo beber” também vale para Prāṇāyāma. É responsabilidade do professor garantir que o aluno esteja bem versado no programa de Prāṇāyāma de seu nível.

7. O método sequencial de introdução dos āsanas se perdeu. Por que os programas não remetem aos diferentes métodos de abordar um āsana, ao uso de materiais acessórios? Vamos considerar um exemplo. Quando uma filha entra em um relacionamento, [isso significa que] ela se perdeu?

Não! Ela adotou um novo papel. Ela mudou de uma fase para outra.

O método sequencial está disponível nos programas antigos e os professores devem usá‐los como referência. Os materiais acessórios continuam sendo parte integral da nossa escola. No entanto, muitos professores de Iyengar Yoga não têm o luxo de se equiparem com esses materiais. Alguns professores ensinam ao ar livre, onde nem uma parede está disponível. Portanto, os materiais acessórios não podem ser transformados em uma ferramenta obrigatória.

Como professor, a sua principal responsabilidade é dar o que recebeu. Portanto, as diferentes formas de abordar um āsana devem ser ensinadas pelo professor.

 

Sobre mentoria

 

1. Atualmente, os professores são redundantes?
Embora a informação (obtida através dos livros ou da internet) contribua bastante para o aprendizado, āsana e prāṇāyāma são mais bem aprendidos sob o olhar atento de um professor em razão do contato direto estabelecido entre o professor e o aluno. A arte do ajuste é inevitável no aprendizado de qualquer forma de arte que envolva o corpo. Portanto, não há, em absoluto, substituto para um bom professor.

2. Não é fácil ou financeiramente viável encontrar um mentor para quem vive em áreas rurais ou em pequenos países. Quem poderia me mentorear nessas situações?
Esta é uma preocupação válida. Em tais situações, escreva para sua Associação. Eles vão lhe orientar sobre esse assunto. Se não houver Associação de Iyengar Yoga no seu país, escreva diretamente para o RIMYI.

3. Os mentores e os professores recomendantes são a mesma pessoa?
Não necessariamente, mas eles podem ser. Mentor é um aliado próximo no seu caminho do yoga. Seu mentor conhece você, sua situação, história, forças, fraquezas, medos e alegrias. Quando o seu mentor o envia para uma avaliação, ele conhece o processo ao qual você está sendo submetido. É benéfico ter um mentor.

Em comparação, um professor recomendante tem uma relação limitada com o aluno. Eles medem você com base nas interações limitadas que aconteceram. Pode ser que eles não percebam você como pessoa, como um yoga sādhaka.
Professores recomendantes não são mentores, a menos que se comprometam com a tarefa de mentoría.

4. Como estudante, o que devo esperar do meu mentor e vice‐versa?
Mentor é seu confidente próximo no caminho do yoga.

Maitrī karuṇā muditā upkēṣāṇām sukha duḥkha puṇya apuṇya viṣāyāṇāṁ bhāvanātaḥ cittaprasādanam
“Através do cultivo da amizade, compaixão, alegria e indiferença ao prazer e a dor, virtude e vício, respectivamente, a consciência fica favoravelmente disposta, serena e benevolente. ” ‐ Luz sobre os Sutras do Yoga de Patañjali I.33

Os mentores se preocupam, sentem compaixão, alegria e se envolvem na sua evolução. Se você está sob o cuidado de um mentor, pode ter certeza que o mentor já conhece o caminho e o caminhará junto com você.

O que os mentores devem esperar dos seus alunos? Perguntas desse tipo não vão surgir na mente do mentor. Não se preocupe.

Mentor é seu confidente próximo no caminho do yoga.

Maitrī karuṇā muditā upkēṣāṇām sukha duḥkha puṇya apuṇya viṣāyāṇāṁ bhāvanātaḥ cittaprasādanam

Através do cultivo da amizade, compaixão, alegria e indiferença ao prazer e a dor, virtude e vício, respectivamente, a consciência fica favoravelmente disposta, serena e benevolente. ” ‐ Luz sobre os Sutras do Yoga de Patañjali I.33

Os mentores se preocupam, sentem compaixão, alegria e se envolvem na sua evolução. Se você está sob o cuidado de um mentor, pode ter certeza que o mentor já conhece o caminho e o caminhará junto com você.

O que os mentores devem esperar dos seus alunos? Perguntas desse tipo não vão surgir na mente do mentor. Não se preocupe.

 

Sobre as mudanças no processo de avaliação

 

1. Como avaliador, não sei como fazer para exercer ou estabelecer uma conexão com o candidato que estou avaliando. Não há nisso um conflito?
A avaliação é um processo de acolhimento. O candidato demostrou interesse ao se apresentar para a avaliação. O dever do avaliador é receber os candidatos, fazê‐los se sentirem confortáveis e depois verificar cuidadosamente a sua preparação. Num tema como o yoga, as avaliações nunca podem ser 100% objetivas. Necessariamente envolve emoções. Na Índia, quem partilha comida, tristezas e alegrias é considerado um membro da família. Neste contexto, o avaliador é como a pessoa idosa da nossa família que vivenciou a vida. Quando eles desejam o melhor, imagine como vai se sentir o novato (candidato)! O avaliador tem a capacidade de interagir, praticar e avaliar simultaneamente. Se você analisar a fundo, a interação e a prática são partes integrantes da avaliação. Se o resultado não agrada o candidato, mas você construiu uma conexão com o ele, o candidato não se sentirá desmoralizado, ao contrário, se sentirá inspirado a fazer melhor.

2. Como avaliador, não sei como é possível praticar com os candidatos. Na minha experiência, o processo mental de avaliar e o de praticar são muito diferentes. Como isso vai funcionar?
Yoga é unificação, não segregação. Um executor é um observador silencioso. Enquanto Guruji demostrava durante as aulas, ele executava e ao mesmo tempo ensinava, observava e avaliava seus alunos. Praticar juntos é um recurso para juntos desvendar alguns conceitos dos āsanas. Pode ser um bom método de conhecimento já que diferentes mentes estão trabalhando juntas. A prática individual é outro tipo de prática onde se está completamente interiorizado, alheio ao mundo exterior. Como avaliador, sua maturidade, a esta altura, deve ter o nível necessário que permita desenvolver esse papel com facilidade.

3. A prática dura 60 minutos e, após, vem uma longa interação. O que aconteceu com abhyāsa e vairāgya?
É uma noção errônea considerar como a mesma coisa abhyāsa (prática) e a prática de āsanas. Patañjali menciona abhyāsa como um esforço para restringir as flutuações da consciência. Os atributos de abhyāsa são:

  • Duração longa
  • Ininterrupta
  • Com reverência.

Com a correta compressão do yoga, a prática de āsanas pode ser abhyāsa e vairāgya, independentemente e simultaneamente também.

4. Não deveria o candidato já estar ciente da ‘estrutura do Iyengar Yoga’? Como avaliador, o que eu deveria falar sobre isso?
Em razão de você estar no caminho há mais tempo, você possui suas pérolas de sabedoria para compartilhar. Sua prática sensitiva não apenas contribui com uma melhor percepção numa postura, mas também agrega o valor da compreensão que pode lançar luz sobre preciosidades ocultas. Você dará uma aula, onde a estrutura será continuamente demonstrada.

5. Por que não posso fazer anotações durante a avaliação?
Para os candidatos que exsudam confiança, isso não tem importância. Para os outros, isso pode ser uma experiência intimidadora. O foco principal do candidato talvez seja desviado para o que está sendo escrito nas anotações, em vez de estar presente no que ele está fazendo. Com vistas ao benefício de uma audiência maior, entendemos que os avaliadores serão capazes de conduzir uma avaliação bem‐sucedida sem anotações. Ainda assim, se achar necessário, você pode fazer anotações depois que o candidato concluir a sua apresentação.

6. Por que os métodos ‘objetivos’ de pontuar cada postura foram substituídos por essa abordagem ‘subjetiva’ de pontuação global?
Como Guruji afirmou, yoga não é apenas subjetivo, mas emocional também. A avaliação objetiva tende a negligenciar esse aspecto. Aqui, temos que compreender que não estamos rejeitando a estrutura objetiva. A secura e aridez da avaliação será definitivamente substituída por uma proposta de participação subjetiva.

7. Os critérios existentes para avaliação são Alinhamento, Extensão, Direção, Firmeza, Estabilidade e Precisão. Esses critérios não foram mencionados na proposta. Eles não serão mais avaliados?
Essas são as características objetivas essenciais da nossa escola. Nelas, o avaliador tem que basear sua leitura subjetiva. Esses critérios não foram mencionados explicitamente porque se espera que estejam presentes implicitamente no processo de tomada de decisões.

8. E se eu esquecer o retorno que queria dar ao candidato?
Se acha que pode esquecer, você pode fazer anotações entre as sessões ou antes de o próximo candidato se apresentar.

9. Qual é o propósito/objetivo das Apresentações Individuais? Os outros candidatos também estarão presentes? Quanto deve falar o candidato?
Apresentação individual é um ‘momento publicamente privado’ para o candidato. Haverá espaço para que o candidato possa apresentar detalhes e o conjunto de suas aptidões. Eles podem mostrar seus pontos fortes. A autorização da presença dos outros candidatos poderá ser decidida baseando‐se no nível de conforto de cada candidato.

10. Por que há tanta ênfase na ‘comunicação’?
O prefixo ‘com’ denota juntar, conectar etc., assim como em comunhão, comemoração. Yoga também tem a mesma raiz, ‘yuj’, juntar, conectar, unir. Nossas avaliações devem ser um processo de congregação e não de separação. A única maneira de alcançar isso é através da ‘comunicação’. Precisamos e devemos enfatizar a ‘comunicação excelente e apropriada’.

 

[As chaves inseridas no texto são notas do tradutor]

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