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SÉRIE: Educação em Yoga Online – Sessão 13

SÉRIE: EDUCAÇÃO EM YOGA on-line
por
Shri. Prashant Iyengar
13ª sessão, gravada em 16 de maio de 2020
Ramamani Iyengar Memorial Yoga Institute
Transcrição livre, traduzida por Bruna Paez, revisada por Katia Dacosta, ABIY.

Namaskar! Bem-vindo à sessão! Na sessão anterior, mencionei que examinaríamos mais a fundo o fato de dhyāna ser um aspecto obrigatório para nossa corporalidade.

Corporalidade e suas necessidades

Veja, a nossa corporalidade tem tantas necessidades… Não é que fazemos apenas o que precisamos. Não fazemos apenas o que queremos, temos também que atender à corporalidade com o que os “nossos” precisam. Por exemplo, ninguém gosta de engolir remédio. Mas tomamos remédios porque algo em nós precisa disso, não? Então, há tantas coisas… embora se trate da nossa corporalidade e tenhamos uma espécie de ilusão de que é a nossa corporalidade — é meu corpo, a minha mente… ainda assim há tantas coisas que são “nossas” que, mesmo não gostando, precisando ou querendo, ainda assim, nós temos que atender às necessidades delas.

Procure refletir sobre esse fator: quais são essas coisas que nós não precisamos, mas fazemos? Que mesmo não querendo, ainda assim fazemos? Tomar remédio é uma delas. E há tantas outras coisas sobre as quais você poderia refletir e identificar. Isso se dá porque somos um corpo [feito de] “nossos”. Somos um corpo [feito de] “meus” — minhas coisas, meu corpo, meus órgãos, minha mente, minha psique, meus sentidos, minha consciência… Tudo isso é meu. Não somos apenas eu. Nosso corpo é feito de todos esses “meus”. Todas essas coisas “minhas” vêm juntas e isso é o que denotamos como “eu”.

A questão é que há tantas coisas das quais você não gosta, mas faz. Na configuração de uma família, por exemplo: se você tem filhos em casa, a criança pede certas coisas que você não quer fazer. Na verdade, coisas que você nem mesmo gosta de fazer. Mas, pelo bem do seu filho, você as faz. Da mesma forma, dentro da nossa corporalidade há esse tipo de coisas e a maior parte delas é desconhecida na anatomia e fisiologia exotérica.

Os cientistas dizem que 90-95% do cérebro ainda não está mapeado — como se 100% do corpo estivesse mapeado…. Eles alegam que mapearam o corpo inteiro, mas eles não mapearam a mente. Na verdade, nem mesmo o corpo está totalmente mapeado, porque a anatomia não revela todos esses aspectos da corporalidade.

Será interessante notar a palavra “anatomia”. O que é essa palavra e de onde ela surgiu? Os linguistas dizem que a palavra “anatomia” veio da palavra sânscrita “anātmiya” — “não-alma”, “não-Ser”. O que é esse “não-Ser”? É o nosso corpo. É por isso que se chama anatomia; é uma investigação daquilo que não é o Ser. Toda a medicina, anatomia, fisiologia buscam examinar, ler, mapear tudo aquilo que não é o Ser e o Ser não está ao alcance dessas ciências. Assim, há tantos aspectos da corporalidade, para os quais você terá que examinar a anatomia e fisiologia esotérica, que vêm na ciência do yoga.

Talvez saibamos o que a anatomia exotérica precisa — o que a pele, a carne, os músculos, os ossos, os tecidos, as células, o sangue, o fígado, o estômago, o cólon, a bexiga, o baço, o pâncreas, o cérebro precisam. E, então, em nossa dietética vamos nos assegurar de atender a todas essas necessidades. Estranhamente, este é o papel da dietética em nosso mundo moderno: definimos o que é bom para este ou aquele órgão e, assim, determinamos o que é bom para o indivíduo. A dietética moderna não leva nem mesmo em consideração a mente…

Há tantas coisas que não são identificadas, sequer estudadas, pela ciência do corpo hoje, em nosso mundo. Há tantas coisas não identificadas. Como você vai se preocupar com o que elas precisam? Você nunca se preocupará com as necessidades de alguma coisa que sequer foi identificada. Isso é uma farsa! Dentro de nós, dentro da nossa corporalidade, há tantas coisas não identificadas, das quais nunca chegaremos a saber as necessidades.

Por outro lado, os antigos sábios da tradição nos falam de três aspectos da nossa corporalidade:

sthūla śārīra, o corpo grosseiro;

sūkṣma śārīra, o corpo sutil, também denominado corpo astral;

kāraṇa śārīra, o corpo causal.

Consideramos apenas o que o corpo físico precisa e tentamos atender a tudo o que é necessário para este corpo. O corpo grosseiro significa o corpo físico e também a mente psicológica — o corpo de células e a mente psicológica, a mente temporal e empírica. O conceito de corpo grosseiro considera esses aspectos.

O que subjaz ao corpo grosseiro é chamado de corpo sutil, corpo astral. Alguns filósofos modernos o chamam de “corpo eletrônico”. Este é o corpo que transmigra. Ele não nasce quando o nosso corpo nasce, quando nascemos; ele não morre quando morremos. Ele transmigra. É um corpo sem idade. É um corpo eterno que inclui a psique, a consciência, o corpo e a mente infraestruturais. O corpo sutil não pode e nunca poderá ser enxergado por nenhum instrumento radiológico ou mecânico desenvolvido pela ciência.

Este corpo sutil que transmigra, que é imortal, que não nasce e que não tem idade… Alguma vez nos preocupamos com o que este corpo sutil precisa? Nós apenas nos importamos com as necessidades do nosso corpo mortal. Este corpo passa por diferentes etapas: nasce, cresce, degrada e, finalmente, morre. Consideramos apenas esse corpo. No entanto, nossa tradição também identifica o corpo sutil, sūkṣma śārīra, e kāraṇa śārīra, o corpo causal. E adhyātma concebe um esquema que circunscreve as necessidades desses corpos.

Adhyātma considera o que o corpo sutil e o corpo causal precisam. E o esquema é bastante simplificado. Por exemplo, procure fazer novamente uma lista do que o nosso corpo grosseiro precisa… Todos nós sabemos disso. Todos nós temos que saber formalmente o que o nosso corpo grosseiro — o corpo físico, a estrutura corpórea, a mente psicológica, precisa. Ele precisa de atividade, de nutrição, de exercício, descanso, recuperação; precisa de remédio, de processos purificatórios, banho etc. Busque fazer um estudo formal sobre o que o corpo físico e a mente requerem. Temos atendido nosso corpo e mente na medida do possível, na medida do que sabemos sobre eles. Buscamos fazer tudo o que é necessário para nosso corpo físico e mente psicológica.

Agora, todas as necessidades do corpo e da mente grosseira, sthūla śārīra, existem também no corpo sutil, mas o esquema é mais simplificado. Você não tem que levar esse corpo para a mesa de jantar, para o banheiro, para tomar banho, para a academia, para a cama, para uma clínica etc. Você não tem que fazer isso. De acordo com adhyātma, todas as necessidades do corpo grosseiro correspondem às do corpo sutil, mas o meio pelo qual ele é atendido é apenas um. Apenas uma medida e todas essas necessidades serão abarcadas. E é por isso que realmente não temos que cuidar desse corpo e dessa mente mais sutil da mesma forma que procuramos cuidar do nosso corpo e mente mais densos. Na verdade, o cuidado que precisamos ter com o corpo mais sutil é diferente, principalmente na esfera, no campo do yoga.

A Bhagavad Gītā (VI.45) diz:

aneka-janma-saṁsiddhas tato yāti parāṁ gatim
O yoga frutifica após uma jornada de várias, várias, várias vidas.

Yoga não frutifica em uma vida.
Não é um esforço material que alguém possa tentar realizar em uma única vida.
Várias vidas são necessárias para que algo da natureza do yoga frutifique.

 

Isso significa que o corpo que transmigra precisa ser cuidado. Como cuidar dele são as instruções que vêm dos śāstra-s, no adhyātma śāstra. É dito que só há uma coisa a ser feita para este corpo sutil, este corpo sem idade. Ao fazer somente isso, todo o resto será cuidado — nutrição, atividade, exercício, processos purificatórios (banho etc.), recreação, tratamentos… Assim como acontece com o nosso corpo grosseiro e mental, que precisa de tratamentos médicos e psiquiátricos, o corpo sutil também precisa desses cuidados, mas não há médicos e psiquiatras para tanto…

Japa para o corpo sutil

Qual é essa medida? Qual é essa medida maravilhosa? Essa medida maravilhosa é japa. Japa de quê? Nós, que afirmamos ser discípulos fervorosos de Patañjali, convenientemente colocamos de lado essa instrução que aparece nos yoga sūtra-s, em niyama-s: svādhyāya. Consideramos svādhyāya apenas como autoestudo, mas o śāstra afirma explicitamente: praṇavādi mantrā nāma japaḥ —  é o japa de praṇava, mantras etc.

Há vários mantras e japa-s desses mantras… Deve-se realizar japa desses mantras. Isso cuidará do corpo sutil em todos os aspectos, desde alimentação, banho, exercício, recreação, descanso, pausa, remédios… Todos os tipos de cuidado serão tomados ao recorrer à aplicação de uma única medida: japa.

O japa pode não funcionar para o seu corpo mais grosseiro. Muitos de vocês podem já ter experienciado isso e, por essa razão, não somos inclinados a fazê-lo, pois parece que não obtemos nenhum benefício tangível. A maioria de nós diz que é uma perda de tempo. Achamos que perdemos nosso tempo porque não vemos os resultados. Há uma espécie de lógica tão superficial pela qual não vemos motivo para perder tempo com mantra japa, praṇava japa, gayatri japa e tantos outros mantras… Achamos que esses japa-s não funcionam, que eles realmente não trazem nenhum benefício tangível para nós e, por isso, facilmente consideramos tudo uma perda de tempo, um desperdício de energia, que não faz sentido, que temos que ser mais concretos e práticos.

Nossa vida se tornou ostensivamente prática.

É por isso que nos tornamos negligentes e assim seguiremos.

O adhyātma śāstra diz que há várias maneiras de fazer o japa de nāma, mantra, praṇava, oral ou mentalmente, expressa ou silenciosamente. Você pode fazê-lo em qualquer lugar, caminhando, andando, falando, se movendo, comendo… Nenhuma condição especial, maneira de fazer ou duração específica é imposta.

Há muitos tipos de japa-s. Se você olhar para o japa śāstra, um dos japa-s é chala-japa. Chala significa móvel. Você pode fazer japa enquanto está em movimento, em atividade. O japa pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer hora e até de qualquer forma. É um tipo de proposta, sugestão e instrução extremamente liberal! Há tantos tipos de japa que podem ser realizados. Uma oferta tão liberal e, ainda assim, nós a negligenciamos… De toda forma, os śāstra-s são magnânimos e liberais.

Onde está dhyāna em japa? Há uma definição de dhyāna: japo dhyānam. Japa é dhyāna. Essa definição vem no Śrīmad-Bhāgavatam Purāṇa. O simples japa é dhyāna. Assim como na Bhagavad Gītā [IX.26], o Senhor não espera receber grandes oferendas — potraṁ (folha), puṣpaṁ (flor), phalaṁ [fruta], toyaṁ (água). Simplesmente oferecer uma folha, água ou flor é o suficiente.

O mesmo vale para japa, esteja você internalizado ou não; seja ele recitado escrupulosamente ou não, esteja você totalmente integrado ou não. Se você estiver integrado, muito bem! E mesmo se não estiver, você também pode simplesmente recitar o nome de Deus, nāma, mantra, praṇava. É uma oferta tão liberal, que não impõe quaisquer condições, estipulações. Você não precisa nem mesmo ser qualificado para isso.

Nāma-japa é o maior meio de evolução “adhyātmico” na era atual, em Kali-yuga. Harer nāma Harer nāma Harer nāmaiva kevalam — Vyāsa erguendo ambos braços e mãos, nos diz para simplesmente recorrer ao Hari-nāma. Ele menciona isso três vezes em Viṣṇudharmottara Purāṇa. Você só precisa fazer japa, sem nenhuma estipulação. Essa oferta tão liberal existe e funcionará para o corpo mais sutil.

Indriya-s, divindades que residem dentro de nós

Em sânscrito, as diferentes partes do corpo ou da mente não são chamadas simplesmente de “órgãos”, nem tampouco chamadas de avayava (partes). Devemos nos orgulhar de nossa sabedoria ancestral e dessa especificidade para descrever todas essas partes. Eles são chamados de indriya-s — jñanendriya, karmendriya, “śārīrendriya”, “manindriya” [indriya-s da percepção, da ação, do corpo e da mente]. Temos indriya-s do sistema disgestório, sistema circulatório, sistema endócrino, sistema reprodutor, sistema psico-mental, sistema nervoso. Todos esses sistemas do corpo são indriya-s.

O que é essa palavra indriya? Indriya vem de Indra. Quem é Indra? No panteão védico, Indra é o rei de todos os deuses, semideuses, deidades. Ele é o supremo de todos os deuses. E todos os deuses são forças que atuam sob ele. É por isso que ele é Indra e todos esses são indriya-s. O que é a inflexão “indriya”? Indriya é uma inflexão da palavra Indra, tal como Bhārat – bhāratiya, América-americano, Japão-japonês, China-chinês, Austrália-australiano… Similarmente, todos esses são indriya-s, que significa “relativos a Indra”. É por isso que se chamam indriya-s, e não “órgãos”. É errado traduzir a palavra indriya como “órgão” ou a palavra “órgão” como indriya. Essa é a origem da palavra. É dessa forma que todas as divindades residem dentro de nós.

O panteão diz que existem 330 milhões de deidades. 330 milhões! Essas deidades têm funções diferentes. É por isso que essa maravilhosa corporalidade é realmente uma maravilha! Nós não damos o devido valor a isso. Precisamos compreender quão maravilhosamente funciona qualquer órgão. Olhos, uma grande maravilha! Ouvidos, uma grande maravilha! Nariz, uma grande maravilha! Fígado, estômago, cólon, bexiga, baço, pâncreas… Todos são uma grande maravilha! Cada órgão é uma grande maravilha! O coração é uma grande maravilha!

Não devemos ter uma visão mecânica do corpo. O coração trabalha incessantemente por 80, 90, 100 anos… dia após dia, sem folga, sem nenhum tipo de licença. Todos esses órgãos estão trabalhando no nosso corpo e alguns deles estão realmente trabalhando sem trégua, sem descanso. Veja como os pulmões, os órgãos respiratórios, como o coração trabalham sem parar. Outros órgãos podem descansar um pouco — a mente, por exemplo, que descansa quando vamos dormir. Você pode jejuar e dar um descanso aos seus órgãos digestivos. Certos órgãos podem ter algum descanso, mas outros não. Os órgãos vitais, como os pulmões e o coração, trabalham incessantemente. Eles não cedem nem por um momento, por qualquer razão. É uma maravilha que eles trabalhem por tantas décadas! E a maneira como eles trabalham, a maneira como eles funcionam é verdadeiramente maravilhosa. Portanto, procure explorar esse tipo de informação nas ciências do corpo, nos livros sobre o corpo. Como funciona o fígado? Como ele é uma maravilha? Como funciona o pâncreas? Como ele é uma maravilha? Como funciona qualquer órgão? Como eles são uma maravilha? O rim… Você sabe o tamanho do rim, a dimensão do rim? Ele contém milhares de filtros. Quem produziu e manufaturou um órgão tão delicado e tão maravilhoso? Cada órgão é uma maravilha!

Somos esse conjunto de tantas maravilhas.

Nós mesmos somos uma maravilha!

Cada órgão do nosso corpo e mente são uma maravilha, mas nós não percebemos isso.

A questão é: Por que eles são maravilhosos? Por que eles são tão sobre-humanos? Podemos ser todos humanos, mas tudo aquilo que nos constitui realmente funciona num plano sobre-humano. A maneira como os órgãos do corpo, da mente, o cérebro funciona é uma maravilha. Todos eles são maravilhas porque são celestiais, porque vêm “de Deus”. E agora precisamos dar algo a essas forças celestiais. E há certas práticas encontradas no adhyātma que vão satisfazer e se colocar à serviço dessas forças celestiais. Dhyāna é uma dessas práticas.

Dhyāna, um dever

Um pensamento nobre certamente proporcionará grande contentamento e sustento para algo em nosso corpo sutil. Portanto, dhyāna é imprescindível sob a forma de um processo de pensamento nobre que deve acontecer regularmente. Um cérebro nos foi dado, um mecanismo de pensamento nos foi dado. Por que somos essas pessoas de espírito tão prático que estão sempre buscando manter a mente engajada nas questões práticas da vida? Por que não considerar também que existem forças celestiais atuantes? Por que não fazer algo por elas?

Ter um processo de pensamento nobre ou mesmo ouvir um pensamento nobre irá atendê-los. É por isso que dhyāna vem também dessa maneira. Não é que você deva assumir uma “postura de dhyāna”; pode ser um pensamento nobre, um pensamento sublime, mantra-japa-s, o nome da divindade… Quer isso lhe seja atrativo ou não, será atrativo para o corpo sutil. Se algo não lhe atrair, você irá desistir, ficará entediado. No entanto, isso agrada a algo em você, algo muito vital em você e, portanto, você tem que fazê-lo.

Darei um último exemplo para concluir esta sessão: Quantos de vocês gostam de óleo de rícino? Ou será que preferem um suco de rasgulla, gulabjamun, ou um suco de fruta? Nós apreciamos o suco das frutas. No entanto, há algo em nós que ama óleo de rícino: o cólon. O cólon não apenas precisa, como gosta e quer óleo de rícino. É errado conceber que ele só precisa disso. O cólon gosta disso porque isso o lubrifica e é um prazer para o cólon.

Tomamos óleo de rícino porque precisamos disso, não porque o cólon gosta. Não sabemos seus gostos e desgostos. Não temos consciência dos gostos e desgostos do nosso coração, gostos e desgostos do nosso fígado, estômago, cólon, bexiga, baço, pâncreas, intestinos, duodeno… Só temos consciência do que agrada os nossos olhos e ouvidos, como uma boa música ou uma bela vista. No entanto, por trás e além disso, há tantas coisas sutis que têm seus próprios gostos. Superficialmente, nada em nossa boca parece gostar de óleo de rícino. Mas, por outro lado, quando esse óleo finalmente chega ao cólon, ele gosta e, então, nós o tomamos.

Da mesma forma, o corpo sutil precisa dessas coisas e ele não nos dá uma lista longa com várias exigências, como a nossa língua “maluca”, por exemplo. Não há limite para as requisições da língua e dos sentidos. Eles têm uma lista interminável. Aqui não há essa lista, apenas dhyāna na forma de um pensamento nobre, transcendente, sublime; ou japa, nāma, nāma-sādhanā, japa sādhanā… Isso é meditação, no sentido de dhyāna. Não há busca por qualquer qualificação. Todos nós somos capazes de fazer isso. Podemos tomar o nome de Deus, o nome de Bhagavān, podemos proferir āuṁ, mantras, nāma… Isso certamente atenderá e cuidará do corpo sutil.

Então, japa é dhyāna. Não importa se você está ou não totalmente envolvido, absorvido no japa. Apenas o ato de recitar japa é esperado. Qual o problema? Assim também, o pensamento nobre, o processo de pensamento que é sublime, transcendente, trans-material, transpessoal… Esse processo de pensamento também nutre esses aspectos do corpo sutil. E é por isso que dhyāna é prescrito no adhyātma, no yoga e nas chamadas práticas espirituais.

Compreenda esta conotação de dhyāna. Você não tem que sentar ereto, firme, estável, com envolvimento, absorção, integridade etc. Mesmo não estando assim, você deve fazê-lo. Se você o fizer, quem se beneficiará será o corpo sutil. Ele certamente receberá os benefícios. Busque compreender essa dimensão de dhyāna também. Isso é o suficiente para esta sessão. Namaskar!

 

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